Brasil Digno.

Brasil Digno está aberto à todos. É um lugar de reflexão sobre as questões brasileiras que emperram o avanço dessa nação rumo à um dia-a-dia mais justo, seguro, próspero e feliz. Aqueles que desejarem escrever e publicar suas idéias no BRASIL DIGNO serão muito bem vindos. Comentários e críticas, postar direto no blog. Os textos maiores, enviem para o nosso email, junto com nome, contato, data. Serão publicados integralmente. Abraços grande à todos.

quarta-feira, novembro 14, 2007

Coração Civil - Miltom Nascimento.

Solo le pido a Dios - Mercedes Sosa.

Chaves não é diferente de Fernão Cortez.

No bojo da polêmica sobre Juan Carlos I e o coronel Hugo Chaves: Chaves não é diferente de Cortez Raimundo, seu ponto de vista é bem elaborado mas... se permite-me dizer CHAVES não passa de neo-caudilho e deixa claro nas suas ações que não está preocupado com democracia ou em sanar a pobreza e miséria do mundo. Se essa é, de fato, uma preocupação norteadora do governo dele por que não começa por agir pela própria Venezuela e a enormidade de miseráveis que perambulam pelo país? E se ele é tão altruísta e líder dedicado as lutas sociais por que precisa calar seus opositores caçando-lhes direitos ou metendo-lhes uma bala na nuca? É facil encontrar gente até hoje que justifica, racionalmente mesmo, as ações de Stalin ou de Hitler! Tanto é que há milhões de adeptos de ambos mundo afora em pleno século XXI. Sou historiador e sei bem as mazelas e desgraças que cruzaram a formação das nações americanas; que nossas terras foram banhadas de sangue mas sei também (e a história está repleta de exemplos concretos) onde vai dar a aventura de golpistas. Chaves não é melhor do que Fernão Cortez. Quanto a "educação" do Coronel: Chaves não é gentil nem paciente, nem "calmo ou tolerante" e seus opositores na Venezuela constatam isso diariamente. Por que o seria com Juan Carlos I ? Talvez porque não pudesse dar com um porrete de madeira na cara dele via satélite para o mundo todo?!! Não ia ficar bem né? Mas pode (e faz) isso com seu próprio povo. (ou será que aqueles que discordam não são mais povo?! ) Não é interessante? Isso me lembra uma moeda... por que será? Acho que ele (Chaves) tem muitas e verdadeiras qualidades e uma delas é admirável pois consegue fazer com que milhões digam (sem pestanejar) amém as suas ações. É aliás umas das qualidades que fizeram a glória de milhares de ditadores. Vou adorar daqui a 20 anos futucar arquivos e fazer um belo estudo sobre como as pessoas são tão facilmente enganadas. Duas décadas são suficientes para ninguém dizer que "eu não imaginava que ele era assim!!" Vai ser uma delicía e renderá um bom livro.

segunda-feira, novembro 27, 2006

Palavra e Som.

Não conhecia esta canção do Altay Veloso. Ontem, a ouvi pela primeira vez cantata com um garoto chamado Ricky Vallen e fiquei estaziado. Foi uma das coisas mais lindas que já ouvi em minha vida e uma das interpretações mais emocionates que assisti e uma declaração rasgada de cidadania, dignidade e AMOR a este país chamado BRASIL.
Por isso, vai aqui a letra completa desse poema.
Le Cuisinier.
Palavra e Som.
A palavra e o som residem na canção
Na harmonia das baladas imortais
No picadeiro do meu circo de emoção
Se equilibro em minha voz, nas minhas cordas vocais
Todavia Deus me fez palavra e som,
Deu minha voz deu-me esse dom e a missão de um sabiá
Brasileira é a minha profissão
Sou cigarra da canção que só vive pra cantar
E a praça e o Brasil são de vocês
Dos poetas, dos homens de bem...
Meu coração
É escravo das Baías das gerais,
dos quintanas, dos quintais
Das esquinas da nação
Amo meu país...
Por isso aprenderei...
No som do sabiá...
Esquinas são vocês...
Quintanas são quintais
Todavia Deus me fez palavra e som,
Deu minha voz
Deu-me esse dom e a missão de um sabiá...
Entretanto eu já sou palavra e som
Na harmonia das baladas imortais...
No picadeiro do meu circo de emoção...
Me equilibro em minha voz, nas minhas cordas vocais
Todavia Deus me fez palavra e som
Deu minha voz
Deu-me esse dom e a missão de um sabiá
Brasileira é a minha profissão
Sou cigarra da canção que só vive pra cantar
E a praça e o Brasil são de vocês
Dos poetas dos homens de bem...
Meu coração
É escravo das Baías das gerais, dos quintanas dos quintais
Das esquinas da nação
Amo meu país...
Por isso aprenderei
No som do sabiá...
Esquinas são vocês...
Quintanas são quintais
Toda via Deus me fez palavra e som, deu minha voz
Deu-me esse dom e a missão de um sabiá...
Brasileira é a minha profissão
Sou cigarra da canção que só vive pra cantar
Amo meu País...
Altay Veloso/ Paulo C. Feital.
Ouvir gravado por Ricky Vallen.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Carta Aberta aos Senadores.

Aos Senadores:
Eduardo Azeredo – psdb –MG.
(61) 3311-2324
(61) 3311-2883 - fax
Rodolpho Tourinho – pfl – BA.
(61) 3311-3173
(61) 3311-2862 - fax
Aos Senadores responsáveis por tal projeto: O projeto, pelos senhores apresentado e que estabelece o controle sobre os usuários da internet - projeto de lei (PL 396) que disciplina as relações de consumo por meio eletrônico - é “atual”? E é “importante” para quem? A quem estão servindo, realmente, com essa proposta? É de estarrecer que, ainda hoje, vocês políticos profissionais, insistam em abusar da inteligência e paciência do eleitor. A sensação que fica é que: ou há uma carência grave no preparo intelectual de ambos e seus auxiliares, ou primam pela absoluta falta de bom senso, ou estão trabalhando contra os cidadãos numa tentativa de restringir o acesso livre a informação e, em contrapartida, favorecendo à grupos e setores comerciais. Ou - o que é pior – são todas essas coisas juntas. A quem interessa, de fato, essa lei proposta e relatadas por vocês mais o José H. Portugal, ex-diretor do SERPRO? Por favor, temos urgências mais sérias e dramáticas nesse país: urgências na educação de base, na saúde, no transporte, na luta contra a desigualdade social, na consolidação da Democracia e da República, na luta pelo fim da impunidade e da corrupção que assola o congresso nacional... Merecemos mais, muito mais dos senhores e queremos de vocês, uma prestação de serviço efetivo e real à Nação brasileira. Pagamos diariamente, com o nosso trabalho árduo, muito caro para que estejam aí. Vocês podem trabalhar de forma mais séria?
Le Cuisinier,
Paulo Menezes
e mais 20 assinaturas.

quarta-feira, novembro 01, 2006

RELÓGIO ON LINE:

segunda-feira, outubro 30, 2006

Coração Civil Pleno.

Quero a utopia,
.Quero tudo e mais.

Quero a felicidade nos olhos de um pai.

Quero a alegria muita gente feliz.

Quero que a justiça reine em meu país.

Quero a liberdade, quero o vinho e o pão.

Quero ser amizade, quero amor, prazer.

Quero nossa cidade sempre ensolarada.

Os meninos e o povo no poder, eu quero ver.

São José da Costa Rica, coração civil.

Me inspire no meu sonho de amor Brasil.

Se o poeta é o que sonha o que vai ser real,

Bom sonhar coisas boas que o homem faz,

E esperar pelos frutos no quintal.

Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder ?

Viva a preguiça viva a malícia que só a gente é que sabe ter.

Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida,

Eu viver bem melhor,

Doido pra ver o meu sonho teimoso,

Um dia se realizar.

Milton Nascimento e Fernado Brant.

brasildigno@yahoo.com.br

Foto: by Carf - Mundo Uno.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Coração Civil...

" "Os meninos e o povo no poder, eu quero ver"
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Le Cuisinier.
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foto: by carf.
Fragmento da canção Coração Civil de Milton Nascimento e Fernando Brant.

quarta-feira, outubro 25, 2006

Carta de Boff sobre Lula.

Lula e a derrota da Casa Grande "Casa-Grande & Senzala" (1933) de Gilberto Freyre representa mais que um dos textos fundadores da moderna interpretação do Brasil. Os dois termos dão corpo a um paradigma e a uma forma de habitar o mundo. Habitar na forma da Casa-Grande significa estabelecer uma relação patriarcal de dominação social, de criação de privilégios e hierarquias. Habitar na forma da Senzala é ser expoliado como ser humano, seja na forma do escravo negro, feito "peça" a ser vendida e comprada no mercado, seja do trabalhador, usado como "carvão a ser consumido" (Darcy Ribeiro) na máquina produtiva. Estas duas figuras sociais superadas historicamente, ainda perduram introjetadas nas mentes e nos hábitos, especialmente de nossas holigarquias e elites dominantes. Elas ainda se consideram as donas do Brasil com exigua sensibilidade pelo drama dos pobres. A Casa-Grande se transformou em poderosa realidade virtual que se manifesta na forma como age o grande capital nacional, como se fazem alianças entre donos da imprensa empresarial, como se manejam os fatos e se cria o imaginário pela televisão para que a Senzala continue Senzala, seu lugar na sub-história. Ocorre que os da Senzala sempre resistiram, se revoltaram, criaram seus milhares de quilombos, se fundiram com os demais pobres e marginalizados e conseguiram, especialmente a partir de 1950, se organizar num sem-número de movimentos sociais populares. Conquistaram aliados de outras classes, intelectuais e setores importantes das Igrejas. Criaram o poder social popular que, num dado momento, se afunilou em poder político e com outras forças deram origem ao Partido dos Trabalhadores (PT). De dentro desse povo irrompeu Lula como legítimo representante destes destituidos da Casa Grande, com carisma e rara inteligência. Dou meu testemunho pessoal: corri quase todo o planeta, encontrei-me com nomes notáveis da política, das ciências, do pensamento e das artes. Dentre os mais inteligentes que encontrei, está Luiz Inácio Lula da Silva, agora nosso Presidente. Somente ignorantes podem chamá-lo de ignorante. Sua inteligência pertence ao seu carisma: desperta, arguta, indo logo ao coração dos problemas e sabendo formulá-los do seu jeito próprio, sem passar pelo jargão científico. Sua vitória é de magnitude histórica, pois por duas vezes a Senzala venceu a Casa Grande. Os continuadores da Casa Grande fizeram tudo e tentarão ainda tudo para atravancar essa vitória. Como não têm tradição democrática e parco senso ético, costumam usar todas as armas, armar "maracutáias", como fizeram em eleições anteriores. Apenas esperamos que não utilizem o expediente do assassinato. O desafio agora é consolidar a vitória da Senzala e dar sustentabilidade a um projeto que supere historicamente esta divisão perversa da Casa-Grande &Senzala para se inaugurar um novo tempo de uma "democracia sem fim" (Boaventura de Sousa Santos), de cunho popular e participativo. Esse projeto só ganhará curso se Lula realimentar continuamente suas raizes numa artiulação orgânica com as bases de onde veio. São elas as portadores do sonho de um outro Brasil e infundirão força ao Presidente. As feridas que a Casa Grande abriu no tecido social e ecológico de nosso pais são sanáveis. Uma política que tem o povo como centro fará bem até a estas elites. Agora não tem lugar a revanche mas a magnanimidade, o país unido ao redor de um projeto includente.
Leonardo Boff, Teólogo
Petropolis, RJ, 24 de outubro de 2006.
Esta mensagem foi enviada por Rodrigo Magalhães para Le Cuisinier em 25 de outubro de 2006.
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Carta à Um Jovem Amigo.

Rodrigo meu Querido Amigo, recebi a carta do Boff, que me enviou.
Conheci o Boff há muitos anos atrás. Ele foi meu professor quando eu ainda participava da Igreja Romana e era um jovem e rebelde noviço franciscano. Ao longo dos anos, tenho acompanhado a sincera luta dele por reais transformações no Brasil e na Igreja. Sei que ele é um homem íntegro, honesto e do "bem". O mesmo penso e acredito sobre você meu jovem e querido amigo: é íntegro, honesto, um garoto do "bem" e quer o melhor para o nosso Brasil, para a nossa gente. A carta de Boff é um apelo irrecusável a reflexão e a um olhar mais demorado sobre esse processo eleitoral e sobre todas as forças reacionários que estão por trás dele. Forças que dominaram esse país por mais de 500 anos e só fizeram aumentar, sem dó, o fosso da miséria, da pobreza e da desesperança de nossa gente. Pois votarei não no Lula, mas no PROJETO, construído duramente, pela conjunção das forças democráticas e que anseiam concretizar, reais transformações nas estruturas sociais, econômicas, políticas e educacionais no BRASIL. "O desafio agora é consolidar a vitória da Senzala e dar sustentabilidade a um projeto que supere historicamente esta divisão perversa da Casa-Grande & Senzala para se inaugurar um novo tempo de uma "democracia sem fim" (Boaventura de Sousa Santos), de cunho popular e participativo. Esse projeto só ganhará curso se Lula realimentar continuamente suas raízes numa articulação orgânica com as bases de onde veio. " (L.Boff).
Pois caberá a todos nós que acreditamos NESSE PROJETO, cuidar para que ele não esmaeça ou seja corrompido em função dos "delírios do poder". Lula não é o projeto, mas um gerente do mesmo. Lula não é o seu proprietário, mas um representante desses anseios de transformações, mais profundas e fecundas, que batem nos corações dos brasileiros. Da mesma forma, figuras proeminentes do partido dos trabalhadores, embriagadas pelo poder, não são o PROJETO, são funcionários dele. Há, pois, a real necessidade de, em um segundo mandado consecutivo de Lula, acompanhá-lo de MUITO perto para que não se desvie mais uma vez do caminho, colocando em risco centenas de anos de lutas; para que o sangue, fartamente derramado dos brasileiros, não tenha sido posto ao chão em vão. Reeleger Lula não é elegê-lo, mas sim ao PROJETO do qual falamos, do qual tão afetivamente fala L.Boff. Vamos, pois, nesse domingo à reeleição!
Meu abraço a você e meu carinho fraterno.
Le Cuisinier.

segunda-feira, outubro 16, 2006

Brasil Sem Rosto !

Para esse menino e outros milhões de brasileiros, quando chegará o progresso?
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Assisti dois debates nos últimos dias em função das eleições de 2006.
Um, com candidatos à presidência da república. O outro, com os postulantes ao governo do Estado do Rio de Janeiro. Tenho acompanhado também, boquiaberto, a campanha política obrigatória e as declarações feitas em entrevistas e comícios por Alckmin, Luiz Inácio e Sérgio Cabral - o trio calafrio - e por uma enorme quantidade de parlamentares e "afiliados" que apoiam uma corrente ou outra. O sumo, o que resta após horas de vai lá - vem cá entre os candidatos, é a certeza de que estamos perdidos se tivermos que contar com essa gente. E quando digo essa gente, refiro-me a esses "políticos" moldados no mesmo barro que deu origem a criaturas como Maluf, Garotinho, PC Farias, Fernando Collor de Mello, Rosinha Garotinho, Jader Barbalho, para lembrar só alguns; alguns dos MUITOS da mesma estirpe, e que Brasil afora, pedem o nosso voto e "juram" amor eterno ao serviço público. Esses políticos são arrogantes, impermeáveis ao sofrimento de nossa gente, sobretudo de nossas crianças e jovens. Tagarelam e matraqueiam sem parar sobre o que vão fazer ou sobre o que não fizeram seus oponentes. Delineiam, em seu falatório, os rumos do Estado e do país partindo de uma cegueira peculiar que afeta esses senhores e senhoras. Amam mais seus interesses particulares e os cofres públicos, do que àqueles a quem prometem mundos e fundos na luta por mais um voto, e através dele, acesso ou permanência no poder. São sorridentes, simpáticos, amorosos e caridosos enquanto em campanha, ou diante das luzes e flashs da mídia, mas não estendem a mão para à Nação. Não ouvem os apelos gritados dos miseráveis, não enxergam a dura e trágica realidade que se abate sobre mais de cem milhões de brasileiros. Quando estão em seus gabinetes com tapetes persas, ou em seus carros blindados com ar condicionado e música suave, ou em "reuniões" em restaurantes caríssimos, são "tele transportados" para um mundo que não é o mesmo que vivem os brasileiros no seu dia-a-dia. E nessa realidade virtual construída, ficam ocupados demais. Ocupados demais com as artimanhas do "é dando que se recebe"; ocupados demais com os cabos de guerra entre eles mesmos na luta pela sustentação e consolidação de suas ambições políticas; ocupados demais em tecer as tramas do poder. De um tipo de poder que não é o que lhes dá a possibilidade e capacidade de REALIZAR as funções para as quais foram eleitos. Mas, ao contrário, se dedicam com afinco na estruturação de um poder que os habilita a realizar os seus mais baixos anseios de dinheiro, fama e domínio. Nos falam do Brasil como sendo de TODOS nós, mas pensam e agem no Brasil como sendo deles, território particular, colônia de extração de riquezas em benefício próprio. São estéreis aos apelos de socorro que vem da população brasileira - de todos os cantos, recantos e rincões - por uma justiça mais igualitária e eficaz, por mais saúde, por educação de qualidade e acessível, por uma polícia parceira, democrática e eficiente, por mais trabalho, por mais cultura, por uma melhor distribuição de renda, por impostos mais justos e equilibrados e por uma "máquina estatal" que utilize, responsavelmente e em bebefícios da nação, os bilhões de reais oriundos desses mesmos impostos, pagos com o labor árduo do povo brasileiro, e dos que aqui escolheram para trabalhar, estudar e viver. Estamos perdidos se tivermos que contar com essa gente, com essa casta de 'coronéis' reeditados com cara de bons moços ou a capa de pais afetuosos e interessados em trabalhar pelo bem público. Apresentam-se como servidores da pátria mas a sugam até o último suspiro, se permitirmos que o façam.
Isso nos impõe uma reflexão: a necessidade, que temos, de definir um novo caminho e a urgência de efetivar ações que, concretamente, nos permitam trafegar em outro patamar, que nos possibilite alavancar a nossa sociedade e a nação para a realização de nossos anseios e desejos fundamentais. Essa é uma tarefa inadiável e a qual temos que dar curso já.
Um bom começo é manter uma intensa fiscalização dos políticos que estão sendo eleitos e reeleitos agora. Sobretudo aqueles que, sabemos, foram moldados, formados e forjados com a argamassa da mentira, da deslealdade e da corrupção.
"Eu quero terra, fogo, pão, mar, livros, pátria para todos"(1) e que o Brasil não durma mais amontoado em becos imundos, ou sob as marquises de prédios comerciais, ou nos cantos escuros das praças urbanas, ou nos presídios super lotados, ou nos lixões, ou nas escolas abandonadas. Esse Brasil sem rosto, coberto com a bandeira invisível da desesperança e do desamor, os políticos fazem questão de não ver. Nós não podemos fazer o mesmo que eles!
Le Cuisinier.
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(1) Pablo Neruda
foto:by carf

segunda-feira, outubro 02, 2006

BRASIL,
Qual é o seu Olhar?
Le Cuisinier.
Foto: By Carf.

sábado, setembro 30, 2006

BrasiL.
Aqui é o meu país,
No seio da minha amada,
Nos olhos da perdiz,
Na lua na invernada,
Nas trilhas, estradas e veias que vão,
Do céu ao coração.
Aqui é o meu país,
De botas, cavalos, estórias.
De yaras e sacis,
Violas cantando glórias.
Vitórias, ponteios e desafios,
No peito do Brasil.
Aqui é o meu país,
Dos sonhos sem cabimento,
Aqui sou um passarim,
Que as penas estão por dentro,
Por isso aprendi a cantar, cantar,
Voar, voar, voar.
Me diz, me diz,
Como ser feliz em outro lugar...?
Me diz, me diz,
Como ser feliz em outro lugar?
Gravação:
Ivan Lins.

sexta-feira, setembro 29, 2006

A Felicidade Caminha Junto Com a Justiça.
Não há progresso e felicidade em um país desigual e injusto!

Le Cuisinier.

brasildigno@yahoo.com.br Foto: By Carf.

Voto Nulo?
O voto nulo é contrário à democracia? O voto nulo é uma ameaça à democracia? O voto nulo é jogar fora anos de luta por um país mais justo? O voto nulo é um voto de protesto? O que é o voto nulo? Bem, ele pode ser muitas coisas e significar outras tantas, mas é interessante a INTENSA CAMPANHA de órgãos oficiais para que não se vote nulo nessas eleições. Sabe-se que, mesmo ele sendo em massa, a anulação ou não do pleito depende de uma enormidade de articulações políticas e jurídicas. O caso é que, se o voto nulo ganha uma dimensão significativa numa eleição, ele sinaliza mais que a insatisfação dos eleitores e da sociedade com o atual quadro nacional. Ele ganha substância, consistência e pode colocar em xeque a atual estrutura político/partidária e jurídica que, até o presente momento, transformou o bem e a coisa pública em curral de enriquecimento e poder pessoal de canalhas. Esses que todos os dias - em tempos de eleição ou não - vão as TVs, rádios e jornais dar entrevistas mentirosas sobre seus esforços pela democracia, justiça, bem estar social, desenvolvimento... Uma ladainha que é repetida mecanicamente e que não resulta em reais benefícios para a NAÇÃO. A tarefa de construir uma sociedade justa e democrática passa pela liberdade de expressão e não creio, sinceramente, que VOTAR NULO seja negativo se vier acompanhado de uma intensa FISCALIZAÇÃO dos eleitos agora e nas eleições que virão. É preciso, urgentemente, que a sociedade TOME para si a responsabilidade de conduzir o Brasil e estabelecer o que é melhor para ela. Não podemos mais continuar nesse círculo vicioso onde, a cada 4 anos, fazemos uma "festa" achando que fortalecemos a democracia ao votar e, depois, deixamos os eleitos soltos para legislarem e atuarem contra o povo que os colocou lá e de onde dificilmente saem. Agarram-se como 'carrapatos estrêla' ao Estado e dele sugam TUDO que podem por longos anos. O pior: não respondem criminalmente por isso! Dos que roubam, roubaram e corromperam nesse país quantos estão presos? Mas o cidadão comum e pobre que roubar um quilo de feijão, vai apodrecer nas neo-senzalas que são as prisões no Brasil hoje; navios negreiros do século XXI com destino ao inferno.
Nessas eleições eu VOTO NULO!
Le Cuisinier.
Foto: By Funkyah.

Para Que Servem Os Políticos?

A pergunta, mesmo carregada de um tom jocoso, é séria!
PARA QUE SERVEM OS POLÍTICOS?
Em que esses senhores e senhoras, que atuam há séculos nessas terras, melhoraram as nossas vidas ou nos ajudaram a sermos mais felizes? Se em itens fundamentais e essenciais - ao menos para parcela significaticava da população - tais como EDUCAÇÃO, SAÚDE, MORADIA, TRANSPORTE URBANO, TRABALHO, SEGURANÇA e MEIO AMBIENTE essas "criaturas" simplesmente não atuam minimamente, para que servem? Qual o significado desses "seres" aos quais PAGAMOS ALTÍSSIMOS SALÁRIOS, além de benefícios que nenhum de nós têm e nunca teremos ( não com as facilidades que DAMOS à eles): moradia gratuíta, carros, combustível, dinheiro para roupas, dezenas de funcionários igualmente com altos salários, passagens aéreas para todo canto, viagens ao exterior com tudo pago, comida, telefones, computadores... Por quê elegemos essas pessoas, que estão lá não por você ou por mim ou por nossos filhos ou por que amam o BRASIL, mas porque estar lá dá à eles um PODER que é nosso e que não exercemos plenamente. Estão lá pelo poder, pelo prestígio e pelo acesso FÁCIL ao dinheiro público oriundo dos impostos estratoféricos que pagamos todos os dias. Estão lá não porque é uma tribuna onde os interesses da Nação são postos e defendidos para o bem de todos, mas porque para eles é um grande e maravilhoso BALCÃO DE NEGÓCIOS. Negócios que os tornarão mais ricos e influentes! Articulam pelos corredores e gabinetes não a defesa dos direitos da população e do país mas como agilizar e garantir os LUCROS nas negociatas que farão. Tudo é uma boa oportunidade: concessões de TV, rádios, compra de ambulâncias, equipamentos para escolas ou hospitais, construção de estradas, reformas em palácios, compra de aviões, radares ou até mesmo prosaicos cadernos e livros. Se for publicidade oficial então... nossa! Grande oportunidade de trocar o carro e fazer caixa para a próxima campanha eleitoral! O mais absurdo nisso tudo é que somos nós que os colocamos lá! Com o nosso voto! Não está na hora de mudarmos? De buscarmos com VONTADE, FORÇA e ORGANIZAÇÃO, pelos nossos meios, cuidar mais carinhosamente do que é nosso? Séculos de descaso deles, são mais que reveladores da "qualidade" dos representantes (?) que escolhemos. Chegam ao poder, em qualquer esfera, e são tragados e cooptados pelos esquemas instalados e bem articulados que transformam o bem público em bens particulares. Não oferecem a menor resistência, pois, não é isso mesmo que buscavam freneticamente alcançar com a ajuda do nosso VOTO? Enquanto nossas crianças são mortas violentamente aos milhares Brasil afora, milhões vivem miseravelmente e nossos velhos morrem nas portas dos hospitais, eles, os políticos, os "nossos políticos", tomam café em Paris ou jantam em restaurantes caríssimos em Nova York pagando as contas com o suor do brasileiro trabalhador! Para que nos servem os políticos então?
Le Cuisinier.
Foto: by Carf.

As Bocas Nas Tetas do Estado.

Preparem as suas tetas! Elas serão exigidas por mais quatro anos na medida em que, pelo andar da carroça, (me desculpe Collor de Mello!) o atual líder dos “aloprados”, aquele que nunca vê nada, que nada ouve, que nada sabe, será reeleito no domingo próximo. E olha que de cara - no primeiro turno. Se for diferente é porque a reza foi forte, amém! A despeito de TODAS as irregularidades, de TODAS as ilegalidades, de TODAS as atividades de corrupção e favorecimentos com o uso do NOSSO dinheiro, ‘elle’ será confirmado no poder por mais longos e tenebrosos 1.460 dias. Tempo suficiente para o retorno dos Dirceus da vida, dos tesoureiros, dos chefes de campanha, dos “líderes” do PT, dos donos da publicidade oficial, dos churrasqueiros, dos vendedores de ambulâncias, das ongs apadrinhadas, dos assessores da presidência e negociatas em quartinhos de hotéis, das malas e cuecas voadoras cheias de dólares, das conexões temerárias com o submundo, das relações de “amizade” com o arruaceiro mor boliviano - a custo da segurança estratégica do Brasil -, das articulações e artimanhas para permanecer no poder por mais outra temporada além da segunda que está prestes a iniciar ( resta saber como - um caixa 3 talvez com “ajustes” nas regras para 2010?). As estatísticas apontam mais de sete milhões de votos de diferença a favor do “chefão”. São votos a favor delle e contra a ética, contra a responsabilidade, contra a limpidez, contra lealdade, contra a verdade, contra a honestidade, contra a dignidade, contra o Brasil. Mais quatro anos ‘delle’ e seus “companheiros”.
De nossa parte resta manter os olhos abertos e gastar um tempo (muito tempo) fiscalizando as ações governamentais e dos que acreditam que poderão continuar com as bocas nas tetas do Estado, mamando livremente nessas próximas 208 semanas. Tarefa árdua, sabemos. Tivemos, até o presente momento, uma boa idéia do que nos aguarda sob a 'regência' desse “intelectual” que administra (?) o país com a batuta dos seus interesses pessoais em uma mão e um copo de 51 na outra. Até quando vamos continuar fingindo que isso é democracia? Até quando manteremos o silêncio frente ao cinismo e descontrole que se instalaram no poder? Até quando usaremos belas e “educadas” palavras, com notas de rodapé, para mostrar uma indignação que não resiste a duas rodas de chopp numa esquina qualquer? Sobre o Brasil, já refletimos e fizemos análises nos últimos 500 anos. Podemos continuar assim pelos próximos 500 mas garanto que, muito antes disso – muito antes mesmo! – a bandeira que tremulará no pavilhão nacional em Brasília não será mais verde e amarela.
Le Cuisinier.
e-mail:
foto by Carf.

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